segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Maldita Cigana

Ciganos adivinhos tentam buscar menos tosse saturada de crivos. Me encontro como me encontro, nada mais. Algumas sortes são atiradas, outras não. Tratamentos possíveis, imaginários, a borracha que escorrega no asfalto causando um odor de nematocistos intestinais, ou segredos de Bombaim ou Jacob. A colônia deve ser evitada ou transencida? Cedida? Um trompete com surdina anuncia as Gamelas contraditórias. A unidade Firme, o ambiente personalizado.

domingo, 30 de novembro de 2008

Viagem atual

A galáxia é na noite preta como os outros ouros na noite lá de cima é para mais nomes. Quando elas são nascidas no fundo do Atlântico, de alguma maneira, porque temos de começar a segui-las, a crescer, observando translúcido as larvas entre duas cadeiras, anfiteatro hialinos medusas e plâncton, que em uma das bocas há uma sucção interminável, organismos amarrados na noite em que uma serpente multiforme cujo tempo não pode dizer e emerge inofensiva para iniciar o assustador nível de migração para o oceano, enquanto outra galáxia nu para os suas guardas marinhas que, através do gargalo de uma garrafa de rum ou cerveja qualquer, vislumbra a sua monotonia e maldição em cada destino das travessias de uma bebida, um salário de fome, uma mulher que está a fazer amor com alguém nos portos da vida, do ponto de vista da torre mais alta do observatório-sistema, rede encriptada para dar as chaves para o fim. Como poderia ignorar o animal sobre a Terra se asfixiaría a imobilidade, se não sempre no pulmão de aço astral, tração tranquilo da lua e do sol atrair e rejeitar o peito verde das águas. A serpente nada mais é que um território.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

País

Um tinha um carro amarelo, outro um carro azul, faltavam peças pra esse último do qual foi buscar no outro continente, mais esverdeado, chamava-se Mayarín, perto da Inglaterra. Uma das vontades do primeiro, o de carro amarelo, era de continuar com este que possuia uma buzina maneira. O carro azul desgastou com o tempo, parecia pálido, ofuscado o fusca, como se quisessem o derrubar com pedras e tijolos por tanto tempo e por ter se passado tanto tempo até que se sobrasse apenas o motor. Sobrou. Não está como uma peça de museu naquele país e sim na oficina do outro, esperando um montador.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Os dois Guinchos

Das três de uma reputação associada para descobrir a fonte de um metro da Primavera. Na boca da caverna, um cronópio de quedas sustentadas pelos outros, levando a um pacote de volta com o seu favorito sanduíche (de queijo). Os dois-guinchos deixaram reduzir gradualmente e o livro escrito em uma grande pormenor da idéia de expedição. Logo surge uma mensagem a partir do primeiro tipo bravo porque eles estão errados e você tem sanduíches de presunto. A corda exige que ela aumente. O guincho a consultar aflitivo, a popularidade está localizada na estatura durante todo o seu calvário e diz não a esta violência que liberada da corda chega a acalmar. Então, quando ele está em outra mensagem, porque o acabou de cair sobre as fontes da Primavera e, em seguida, anunciou que vai tudo errado, insultos e lágrimas entre os estados que são todos de presunto, ao olhar e ver que entre um presunto, não existe um sanduíche de queijo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Testamento

“Eu, Leopoldo Tavares Companhia, brasileiro, vice-presidente de uma empresa particular, domiciliado e residente nesta cidade, na rua Joventino Tancredo nº 199, RG tal, CPF idem, natural da cidade de Ponta porã - MS, nascido em doze de janeiro de 1954, filho de Félix Tavares e Rosa Aneâncio Tavares, ambos já falecidos, casado, pelo regime fechado de bens, com Benedita Tavares, com quem tenho um. filho, estando em perfeito juízo e em pleno gozo de minhas faculdades intelectuais, na presença de (03) três testemunhas a seguir qualificadas: Meu sócio, Januário Lobres Pontes, meu contador Federico Ricco e meu tio Tancredo Tavares livres de qualquer induzimento ou coação, resolvo lavrar o presente testamento particular para dispor de meus bens para após a minha morte da seguinte forma: PRIMEIRO: não podendo dispor de todo o meu patrimônio por ter herdeiros necessários deixo para minha mulher, a totalidade da parte disponível de meu patrimônio existente por ocasião de minha morte, porém salvo condições apresentadas ao final deste; SEGUNDO: para meu testamenteiro, nomeio meu sócio, Januário, acima qualificado, fixando o prêmio de (10%) dez por cento, ao qual peço que cumpra e faça cumprir as presentes disposições de última vontade. Declaro não existir testamento anterior em qualquer de suas formas legais.
Para que sejam liberadas as contas particulares e feitos os acordos que seja cumprida o meu último desejo em morte: ser cremado, colocado em uma caixa de tom azul escuro e servir de alimento gradualmente para meu peixe amarelo que acredito ainda estar vivo, e se não o estiver, que seja alimentada a sua possível prole ou parentesco comprovado.
Nada mais tendo a lavrar, dou por encerrado o presente testamento na presença das (03) três testemunhas acima qualificadas, para as quais li a íntegra do que nele se contém. Local e data, etc.”

sábado, 25 de outubro de 2008

A casa

Uma expectativa foi até uma casa e colocou um azulejo que dizia: "Bem vindo aqueles que vêm a esta casa." Até a casa foi um gordo famoso e decidiu não colocar mais telhas. Um gordo seguinte falava que era um costume colocar vários azulejos na casa e na varanda que foram adquiridos ou produzidos. Os azulejos foram colocados de modo que eles possam ler em ordem. A primeira leitura: Bem vindo àqueles que vêm a esta casa. O segundo disse: A casa é pequena, mas o coração é grande. A terceira disse: A presença do hospedeiro como a relva é macia. O quarto disse: Nós somos muito pobres, mas não vai. O quinto disse: Este substitui todas as anteriores e põe novo cartaz.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fezes de Varsóvia

Abre aspas, grita o leiteiro: Nas transcrições rítmicas é melhor pensar por motivos do quê por unidades. Amóz Oz, um escritor de Israel, um fanático recuperado, tentando constantemente se libertar da visão imposta em sua infância. Através de sua mãe viu que nada era preto ou branco e que concessões era um sinônimo da palavra vida. Dizendo que “às vezes os fatos comprometem a verdade”, ainda diz que o que ocorre entre palestina e Israel é uma tragédia e que a tragédia nada mais é do que quando os dois lados estão com a razão. Existem dois jeitos de resolver uma questão dessa natureza. O primeiro é do jeito shakespeariano, com os cadáveres dos envolvidos espalhados pelo chão, e o segundo é os dois lados saindo insatisfeitos com o acordo. Villa-lobos tem gosto de acerola, Stravinsky de caju, Bártok de jaca, Beethoven de carambola, Mozart de uva e Ligeti algumas vezes tem um sabor de arroz temperado com vinagre, sal, açúcar, alga marinha, keni, pepino, cenoura e ovos. Durante muito tempo a melodia foi um tabu na música contemporânea. As soluções não-tonais, com todos seus ismos e ades, mostraram-se efêmeras, de curta vida. Schoenberg dizia que o sistema dodecafônico ia sustentar os compositores durante cem anos, uma suposição ingênua e prepotente. Tamo aí, com dois toques bem dados, mas pouco cutucados, caminhos abertos para uma música que seja “nova” mas ao mesmo tempo não tão horrível como a que andamos fazendo hoje, onde menos de um por cento da produção total se salva. Falo de melodia. Os dois toques sobre como trabalhar um novo “conceito” de melodia para criar coisas tão geniais como Mozart, Chopin (embora eu não curta), enfim, os clássicos em geral, já que é inviável retomar a mesma temática: A inspiração autêntica no folclore de Bártok ou os “cadáveres dissecados” de Stravinsky (trechos curtos com 5,6 ou menos notas). Vi poucos compositores pensarem em melodias. Desenho, gesto, escala, harmonia (no sentido de coisa harmoniosa). Cito dois (há mais) que vêem agora em minha mente sem vacilar, um com cinqüenta anos, outro com sessenta, respectivamente: Benjamim Yusupov, um judeu alucinado trabalhando com melodias estupidamente originais e Alla Pavlova, uma russa radicada em Nova Iorque que tem dado uns tapas na disfarçados de neo-romantismo. Gostaria de falar deles detalhadamente mais pra frente e se escrevo agora é para lembrar depois. Fecha apas a la pompa Del mode.