segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

História

Debruçado no papel, digo, no computador, uma chuva de chicotear costas de diabos, o latido de um cachorro de médio porte busca minha orelha á quilometros enquanto pensava se escrevia ou não.
Um movimento do tempo pousou na minha mesa que raspara a memória tão fina e em tom mais presente.
Uma porta bate. Um homem grita. Um carro passa. Os ciganos tomam conta do ambiente de uma seca fruta em casca desaguando num sabiá que eu nunca vi. Que bobagem os sabiás serem todos iguais, porém esse meu espaço se concentra virando cigarros já fumados, molhados num riacho, o Riacho Fúnebre dos Dezoito do Forte, lei dos sexagenários, a destruição do Paraguay e que ainda não prometo cadáveres nessa narrativa, e tem ainda, ainda, mas ainda mais, ainda o Senador Vergueiro, esse bode masturbatário, em Cerro Cora estão em minha frente, mortos, que até fariam Alonso Pena uma bailarina comparado a isso.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Novo Mundo

Era uma vez uma nação de homens de barba cujo líder possuia uma atração incomum por loções. Dentre os comandantes das forças armadas apenas um sabia ler, porém todos os soldados rasos também o sabiam. O ministro das Relações Exteriores era a única pessoa dentre a população masculina daquele modesto país que se barbeava (não por vontade própria, mas por exigência do cargo). Eram os únicos que podiam mostrar a todo continente que podiam viver totalmente barbados mesmo num calor infernal que é o dos trópicos, tal como fazem nos países mais frios da europa, ou faziam. Os outros povos do continente não achavam aquilo de boa estética comportamental e tratavam de por caras limpas em rostos tomados por pêlos.
A cada barbado morto ou ferido, dois caras limpas deixavam a barba crescer.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Maldita Cigana

Ciganos adivinhos tentam buscar menos tosse saturada de crivos. Me encontro como me encontro, nada mais. Algumas sortes são atiradas, outras não. Tratamentos possíveis, imaginários, a borracha que escorrega no asfalto causando um odor de nematocistos intestinais, ou segredos de Bombaim ou Jacob. A colônia deve ser evitada ou transencida? Cedida? Um trompete com surdina anuncia as Gamelas contraditórias. A unidade Firme, o ambiente personalizado.

domingo, 30 de novembro de 2008

Viagem atual

A galáxia é na noite preta como os outros ouros na noite lá de cima é para mais nomes. Quando elas são nascidas no fundo do Atlântico, de alguma maneira, porque temos de começar a segui-las, a crescer, observando translúcido as larvas entre duas cadeiras, anfiteatro hialinos medusas e plâncton, que em uma das bocas há uma sucção interminável, organismos amarrados na noite em que uma serpente multiforme cujo tempo não pode dizer e emerge inofensiva para iniciar o assustador nível de migração para o oceano, enquanto outra galáxia nu para os suas guardas marinhas que, através do gargalo de uma garrafa de rum ou cerveja qualquer, vislumbra a sua monotonia e maldição em cada destino das travessias de uma bebida, um salário de fome, uma mulher que está a fazer amor com alguém nos portos da vida, do ponto de vista da torre mais alta do observatório-sistema, rede encriptada para dar as chaves para o fim. Como poderia ignorar o animal sobre a Terra se asfixiaría a imobilidade, se não sempre no pulmão de aço astral, tração tranquilo da lua e do sol atrair e rejeitar o peito verde das águas. A serpente nada mais é que um território.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

País

Um tinha um carro amarelo, outro um carro azul, faltavam peças pra esse último do qual foi buscar no outro continente, mais esverdeado, chamava-se Mayarín, perto da Inglaterra. Uma das vontades do primeiro, o de carro amarelo, era de continuar com este que possuia uma buzina maneira. O carro azul desgastou com o tempo, parecia pálido, ofuscado o fusca, como se quisessem o derrubar com pedras e tijolos por tanto tempo e por ter se passado tanto tempo até que se sobrasse apenas o motor. Sobrou. Não está como uma peça de museu naquele país e sim na oficina do outro, esperando um montador.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Os dois Guinchos

Das três de uma reputação associada para descobrir a fonte de um metro da Primavera. Na boca da caverna, um cronópio de quedas sustentadas pelos outros, levando a um pacote de volta com o seu favorito sanduíche (de queijo). Os dois-guinchos deixaram reduzir gradualmente e o livro escrito em uma grande pormenor da idéia de expedição. Logo surge uma mensagem a partir do primeiro tipo bravo porque eles estão errados e você tem sanduíches de presunto. A corda exige que ela aumente. O guincho a consultar aflitivo, a popularidade está localizada na estatura durante todo o seu calvário e diz não a esta violência que liberada da corda chega a acalmar. Então, quando ele está em outra mensagem, porque o acabou de cair sobre as fontes da Primavera e, em seguida, anunciou que vai tudo errado, insultos e lágrimas entre os estados que são todos de presunto, ao olhar e ver que entre um presunto, não existe um sanduíche de queijo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Testamento

“Eu, Leopoldo Tavares Companhia, brasileiro, vice-presidente de uma empresa particular, domiciliado e residente nesta cidade, na rua Joventino Tancredo nº 199, RG tal, CPF idem, natural da cidade de Ponta porã - MS, nascido em doze de janeiro de 1954, filho de Félix Tavares e Rosa Aneâncio Tavares, ambos já falecidos, casado, pelo regime fechado de bens, com Benedita Tavares, com quem tenho um. filho, estando em perfeito juízo e em pleno gozo de minhas faculdades intelectuais, na presença de (03) três testemunhas a seguir qualificadas: Meu sócio, Januário Lobres Pontes, meu contador Federico Ricco e meu tio Tancredo Tavares livres de qualquer induzimento ou coação, resolvo lavrar o presente testamento particular para dispor de meus bens para após a minha morte da seguinte forma: PRIMEIRO: não podendo dispor de todo o meu patrimônio por ter herdeiros necessários deixo para minha mulher, a totalidade da parte disponível de meu patrimônio existente por ocasião de minha morte, porém salvo condições apresentadas ao final deste; SEGUNDO: para meu testamenteiro, nomeio meu sócio, Januário, acima qualificado, fixando o prêmio de (10%) dez por cento, ao qual peço que cumpra e faça cumprir as presentes disposições de última vontade. Declaro não existir testamento anterior em qualquer de suas formas legais.
Para que sejam liberadas as contas particulares e feitos os acordos que seja cumprida o meu último desejo em morte: ser cremado, colocado em uma caixa de tom azul escuro e servir de alimento gradualmente para meu peixe amarelo que acredito ainda estar vivo, e se não o estiver, que seja alimentada a sua possível prole ou parentesco comprovado.
Nada mais tendo a lavrar, dou por encerrado o presente testamento na presença das (03) três testemunhas acima qualificadas, para as quais li a íntegra do que nele se contém. Local e data, etc.”